segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rede de cordões umbilicais recebe R$ 31,5 milhões

Oito novos bancos públicos serão construídos no país, o que ampliará a capacidade de armazenamento de 5 mil para 50 mil amostras.

A Rede BrasilCord, que reúne os bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário, receberá R$ 31,5 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O material é utilizado no transplante de medula óssea. O anúncio foi realizado, nesta sexta-feira (14), pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Luiz Antonio Santini, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Luciano Coutinho. O objetivo é ampliar de 5 mil para 50 mil a quantidade de cordões armazenados, em 12 bancos de coleta – oito serão construídos e outros 4, ampliados.
Os recursos são provenientes do Fundo Social do BNDES e serão administrados pela Fundação Ary Frauzino para a Pesquisa e Controle do Câncer (FAF), responsável pela logística do projeto. As unidades serão coordenadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para contemplar toda a diversidade genética do povo brasileiro, os bancos serão construídos no Pará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal.
“A necessidade e a urgência desse projeto surgem porque o Brasil apresenta todos os anos centenas de pacientes que desenvolvem doenças, cuja solução é o transplante de medula óssea”, afirmou Temporão. Segundo o ministro, a rede, além de servir para cura e terapêutica, também será importante para a pesquisa e ensino.
O objetivo é armazenar cerca de 50 mil cordões nos 12 bancos da Rede, número considerado ideal para, juntamente com os doadores voluntários de medula óssea, suprir a demanda de transplantes no Brasil.
Além da construção das novas unidades da Rede BrasilCord, o recurso será utilizado em compra de equipamentos dos bancos já em funcionamento e treinamento de recursos humanos. Para fortalecer ainda mais a Rede, o Laboratório de Imunogenética do INCA, laboratório de referência para os exames da BrasilCord, também receberá melhorias. Hoje, a Rede BrasilCord conta com quatro bancos instalados, no Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, no Hospital Albert Einstein (São Paulo) e nos hemocentros de Campinas e Ribeirão Preto.
BrasilCord - A Rede de bancos públicos de sangue de cordão foi criada pelo Ministério da Saúde, em 2004. Desde então, já foram realizados 53 transplantes com unidades de cordão nacionais. Isso corresponde a 12% dos procedimentos realizados nos últimos quatro anos. A Rede BrasilCord traz, além da agilidade para os pacientes na realização dos transplantes, economia para o Ministério da Saúde. Utilizar unidade de cordão de registros estrangeiros custa cerca de R$ 50.000, enquanto manter uma bolsa em um banco público nacional, R$ 3.000.
Sangue de cordão umbilical e placentário
O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco. Este material é utilizado em tratamentos de doenças de sangue, como leucemias e anemias, porque tem a capacidade de regenerar a medula óssea – responsável pela produção das substâncias do sangue. Quando há um paciente com indicação de transplante de medula óssea, suas características genéticas são comparadas com as unidades do sangue dos cordões armazenados em bancos públicos e com os doadores voluntários de medula óssea para verificar a compatibilidade. O transplante é semelhante ao realizado quando há um doador, ou seja, o paciente recebe as células-tronco por meio de transfusão.

(* fonte Guia do Bebe)

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